quarta-feira, 29 de abril de 2009

Borboletas

As borboletas não param de voar no meu estômago... a 2 semanas de voltar pra casa, o frio na barriga chegou aqui e parou!

Mas antes de voltar à terra Brasilis, uma paradinha merecida na Califórnia, porque a au pair aqui não é de ferro. Vou ali e já volto. Mesmo! ;-)

terça-feira, 21 de abril de 2009

1 year and counting

Booooooooooom dia, flor do dia!

Empolgação? Imagina. O tempo lá fora pode estar feio, o quarto pode estar mais bagunçado que fim de feira, mas o sorrisão hoje não sai do rosto. Por quê? Porque hoje, dia 21 de abril, completo 1 ano de Estados Unidos.

Há um ano, eu estava chegando aqui sem saber se ia dar certo, com um frio terrível na barriga, mas com sede de aproveitar tudo o que essa terrinha poderia me oferecer. E como aproveitei... foram (estão sendo) 12 meses de um misto tão intenso de sensações que só vindo pra cá mesmo pra entender. Alegria, nervosismo, tristeza, felicidade, revolta, saudade, tudo se junta de uma maneira tão forte e tão instável que não há como passar imune por essa experiência. Neste ano, eu...

* descobri que sou muito mais forte do que imaginava
* ri tanto até dar cãibra na barriga, inúmeras vezes e pelos mais diversos motivos
* fiquei com a cara inchada de tanto chorar, tanto de tristeza quanto de alegria
* viciei em Starbucks e Panera Bread
* desenvolvi um senso de direção de deixar GPS no chinelo (hahahahah, nem tanto, nem tanto!)
* fui parar na corte por ainda não ter a carteira de motorista de NJ quando fui parada pelo cop (manhê, sou uma fora da lei!)
* filosofei sobre os assuntos mais inusitados, nos lugares mais inusitados e com as pessoas mais inusitadas
* quase mandei a fuça numa árvore depois de o carro ter hidroplanado no meio da rua
* aprendi expressões em inglês que eu tenho vergonha de falar até pro espelho
* recebi a visita das minhas duas queridas errrmãs e do meu amor
* passei um dia inteiro comendo Peeps por pura preguiça de cozinhar pra mim mesma
* me decepcionei muito com pessoas em quem eu pensava que podia confiar, mas também fiz amizades que em poucos meses demonstraram um valor enorme
* aprendi a gostar de Beatles e Tom Petty e me apaixonei pelo The Who
* aceitei o fato de que não importa quantas vezes eu vá pra Nova York, eu SEMPRE vou continuar me deslumbrando com a Times Square e com a Brooklyn Bridge como se fosse a primeira vez
* perdi a conta de quantas vezes fui ao parque só pra deitar na sombra e dormir ouvindo meu mp3
* senti muito, muito orgulho do meu inglês
* senti muita, mas muita vergonha do meu inglês
* fui aos shows de duas das minhas bandas favoritas de todo o universo: Pearl Jam e Dave Matthews Band
* fiquei mais retardada por montanhas-russas do que eu já era
* fui numa balada de Ano Novo que não tinha nada a ver com ingressos caros e clubes badalados, mas que fez eu me divertir horrores
* passei a noite de aniversário mais romântica ever no topo do Empire State
* troquei palavras simples como "snack" por "snake", "dessert" por "desert", "honey" por "bunny" e fui extremamente zoada por crianças menores de 10 anos por conta disso
* dirigi em Manhattan em pleno Thanksgiving day
* fiquei mais bêbaba que o Batman, a ponto de não me lembrar no dia seguinte como eu tinha torcido o meu tornozelo
* passei tanto calor que pensei que fosse morrer
* passei tanto frio que pensei que fosse morrer
* me decepcionei com o Halloween, mas compensei tudo no St. Patrick's Day
* dancei no piano gigante da FAO Schwarz e me senti o Tom Hanks
* fui elogiada pelos motivos mais estranhos
* fui num jogo da NBA e fiquei torcendo pro NJ Nets no meio da torcida adversária
* conheci Boston, Niagara Falls, um pedaço do Canadá, Philadelphia, DC e Baltimore (e a West Coast tá logo ali!)
* gastei 20 dólares, por engano, escolhendo músicas numa jukebox
* me surpreendi demais com as pessoas (tanto positiva quanto negativamente)
* pensei em voltar de mala e cuia pra casa diversas vezes
* aprendi a fotografar o mundo com os olhos, pra guardar pra mim mesma aqueles momentos e lugares que são tão especiais a ponto de não merecerem ficar presos numa foto
* decidi que não quero filhos pelos próximos 10 anos (se um dia eu chegar a querer ter filhos)
* paguei pra entrar na praia
* fiz um piquenique no meio da chuva
* exercitei a paciência e a habilidade de engolir sapos (quase que) diariamente. Se continuar assim no Brasil, alguns anos eu alcanço o nível Dalai Lama de serenidade (6)
* não fiz os cursos que queria, mas estabeleci objetivos mais acessíveis e interessantes pros meus estudos num futuro próximo
* fui tratada de empregadinha, mas dei a volta por cima
* descobri que tenho talento para face painting, e faço uns cupcakes de abrir concorrência pra Magnolia Bakery
* acima de tudo isso, me tornei uma pessoa melhor.

E é isso... não importa qual seja o objetivo da au pair quando decide vir pra cá, o que importa é se ela vai fazer seu ano valer a pena. E eu procuro, a cada dia, fazer valer cada momento, mesmo que seja uma hora de revolta ou de raiva -- porque isso também nos faz crescer, não?

E vamo que vamo que ainda tem 22 dias pela frente! E muita coisa ainda pra adicionar à lista... ;-)

**** Dark clouds may hang on me sometimes, but I'll work it out! ****

segunda-feira, 23 de março de 2009

Quaaase lá

Sabem o jogador que, aos 44 do segundo tempo de jogo, está louco pra mandar a bola pra rede e marcar AQUELE golaço? Então, é exatamente assim que estou me sentindo. 11 meses de gringolândia, maluco, dá pra acreditar? Parece que foi ontem que eu estava me inscrevendo no programa, preenchendo a papelada, me descabelando porque não sabia qual família escolher, arrumando as malas... e agora, puf, daqui a pouco já vai ter acabado. E eu que sempre pensei que um ano pra um programa de intercâmbio fosse muito, mas acreditem: não é. Mesmo!

Mas não posso reclamar, porque durante esse ano eu pude fazer bem mais do que eu tinha planejado. Claro que também vários dos planos mudaram ao longo do caminho, mas a verdade é que só deixa um ano passar em branco quem quiser. Com viagens, amizades, passeios, diversão e aprendizado à disposição, não tem como não aproveitar. Às vezes eu sinto que estou vivendo uma vida paralela aqui, porque, apesar de todos os perrengues, eu me divirto muito mais aqui do que lá no Brasil. Lógico que vou sentir falta de tudo por aqui, mas se tem uma coisa que eu vou levar, com certeza, é a vontade de levantar da cama e sair vivendo, de aproveitar a vida e não ficar vendo ela passar. Isso, claro, entre váááários outros aprendizados que valem muito mais do que um inglês bacana ou um passeio a NYC.

E é por isso que estou tentando fazer cada minuto do meu tempo aqui valer a pena. Estou passeando mais, conhecendo mais pessoas, fortalecendo amizades, descobrindo lugares que até então não tinha conhecido, revisitando aqueles lugares que são queridos... outro dia mesmo, voltando da casa da Amanda à noite, parei o carro na South Mountain Reservation, um parque aqui de South Orange de onde dá pra ver Manhattan. Gente, o que foi ver aquela cidade iluminada, estendida bem na minha frente? Tem coisas que dinheiro nenhum paga, e que nunca mais saem da nossa memória. Esse momento, com certeza, vai ser um deles. ;-)

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Reflexões de au pair em fim de ano à parte, é hora de contar sobre o St. Patrick's day. Primeiro, vamos situar quem não é familiar com esse "feriado", que veio para os EUA junto com os imigrantes irlandeses: em miúdos, o St. Patrick's day celebra a memória de St. Patrick (duh!), um religioso bretão que levou o Cristianismo para a Irlanda no século I a.C. Como na Irlanda tudo vira sinônimo de bebedeira, lógico que a comemoração do dia 17 de março virou um dia pra celebrar com os amigos, vestir verde (em referência ao trevo de três folhas) e tomar umas biritas. E como eu sou super fã dos irlandeses nesse sentido, aproveitei pra comemorar o máximo que pude. Primeiro, em Morristown, no dia 14. Vi a parada na rua (que estava legal no começo, mas depois de 30 minutos perdeu a graça) e depois rumei pra um barzinho onde estavam algumas au pairs que tinham feito o treinamento comigo. Foi muito divertido, a galera entra no espírito MESMO, só não aproveitei mais porque tive de trabalhar naquele sábado à noite. Booooo. Mas como não há de ser nada, na terça, dia 17, juntamos a auperaria de Maplewood area e fomos pro Cryan's, um pub irlandês que é parada obrigatória de 11 entre 10 au pairs que moram por aqui. E aí, minha senhora, o negócio desandou mesmo: banda irlandesa tocando Irish drinking songs (que eu adoro), cerveja boa a preços super convidativos... como diz a Paula, o Batman era fichinha perto da gente! hahaha. Fotos pra ilustrar:

Parada em Morristown

Até o cachorro entrou no clima!

Agatha e Andrea, amigas queridas do treinamento

Auperaria de Maplewood e South Orange


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Mico da semana: consegui torcer o meu tornozelo de uma maneira ridícula e MUITO dolorida no sábado e passei o domingo com o pé pra cima e alternando gelo e água quente. É, coisa de tiazinha, eu sei. A sorte foi que descolei uma boa companhia pra assistir filme e falar besteira enquanto eu ficava descansando o pé, o que distraiu um pouco o foco na dor. Vai ser mais ou menos uns 3 dias de Mariana andando na modalidade ponto-e-vírgula, mas aí eu pergunto: who cares? Antes passar a semana zoada do que o fim de semana. Rá!

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Novidade da semana: a primavera chegou!! Já não era sem tempo! :-)

terça-feira, 17 de março de 2009

Tudo e mais um pouco

E aí, minha gente? Ainda tem alguém aí? Hehehe.

Primeiramente, me deixem agradecer os comentários que de vez em quando aparecem aqui no blog. É muito legal ver meninas como a Tha, que disse que os meus posts são inspiração pra ela vir pra cá como au pair... Ainda que a nossa situação não seja as mil maravilhas durante todo o tempo (nossa, não mesmo!), digo mais uma vez que vale muuuuito a pena. Claro, a culpa dessa empolgação toda é a proximidade do meu décimo primeiro mês, a chegada da primavera, as saídas constantes, as boas companhias, o inglês que está cada vez melhor... comparando isso com o que não está tão bem, acho que o balanço tá bem mais positivo do que negativo!

Pois bem. Fiquei de falar sobre a minha passagem por Maryland em fevereiro, pra visitar minha dudete Dreza. Aproveitei que ela trabalharia numa sexta-feira e passei o dia em Baltimore, que fica relativamente perto de onde ela mora. A impressão que ficou de Baltimore foi muito boa, até porque passei apenas uma tarde na parte mais bacana da cidade: o Inner Harbor. É lá que ficam o National Aquarium (um dos maiores aquários do país, e que vale MUITO a visita), o Hard Rock Cafe, o barco-museu Constellation, uma porção de barzinhos bacanas (não deixe de provar o crab cake ou o crab cream quando passar por lá!) e... só. É, não tem muito o que fazer por lá, mas já que a cidade estava no caminho e o dia estava pra lá de lindo, a visita valeu bastante a pena. Fotos pra ilustrar:

Geral do Inner Harbor

O barco-museu Constellation e as gaivotas só no sossego

No National Aquarium

Na mesma noite peguei um trem pra DC e encontrei a dude em Bethesda, sua nova cidade. Aí o fim de semana foi tudo o que se espera de um reencontro entre boas amigas: fofoca, risadas, muita conversa jogada fora, potes de sorvete devorados a uma velocidade incrível e bateção de perna. Andamos até cansar em DC, nos emocionamos com a imagem do Washington Memorial ao pôr-do-sol e tiramos fotos ninja jiraya no Capitólio (rááá!). O domingo foi dia de quitutes brasileiros, mais bateção de perna e despedida. Ô, que falta que faz essa dude aqui, viu? Snif!! Ok, agora chega de ser emo e vamos às fotos:

Sorria para a câmera

Jardim Botânico de DC. Coisa mais linda!!

1, 2, 3, pula!

Pela última vez... buááá!

Bom, o que rola por aqui no momento é uma mistura muito engraçada de sensações. Vontade de voltar pra casa e abraçar de novo tudo o que é meu, ansiosidade, insegurança pelo que virá depois, vontade de aproveitar o que esses últimos meses me reservam aqui nos EUA... Quando disserem no treinamento que a vida emocional de uma au pair é uma montanha-russa constante, acreditem, pois é verdade!

Agora, com licença que hoje é St. Patrick's Day e a festança (que começou no sábado em Morristown) está longe de acabar. Cerveja, música irlandesa e farra? Alguém me chamou aí? :-D

Irlandesa desde criancinha

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Reflections of a spotless mind

E aí, gente? Tudo bem por aí? Por aqui a vida vai bem, muito melhor do que eu imaginava que seria ao alcançar os meus 10 meses de USA. 10 meses, cambada, dá pra acreditar? Por isso eu acho que chegou a hora de refletir: prós e contras, vantagens e desvantagens... Claro que eu já tinha pensado nisso tudo há vários meses, principalmente quando eu tive de decidir entre extender ou voltar pro meu aconchego. Mas é que de uns tempos pra cá a sensação de proximidade com a volta se mistura com a vontade de aproveitar tudo ao mesmo tempo. Você, au pair novata e juvenil, vai entender o que eu estou dizendo daqui a um tempo. ;-)

Eu estava dando uma olhada nas minhas pastas de fotos e começou a rolar um momento nostalgia. E aí eu confirmei o que eu já tinha comentado com as meninas há algum tempo: em 1 ano, nós vivemos aqui coisas que não fazemos em 5 anos no Brasil. Porque por mais que a gente passe perrengue com host family, ou com as kids, ou com a grana curta, ou com o bode de homesickness que bate em todo mundo (quem nunca sentiu saudades absurdas de casa durante algum ponto do caminho que atire a primeira pedra), não dá pra passar 1 ano de bico e contando os dias pra voltar pra casa. E é daí que vem a sensação de férias permanentes, de querer aproveitar tudo e fazer 10873 coisas em um só fim de semana. Lógico, porque au pair que é au pair conta quantos dias faltam pra sexta, pra poder passear, passar tempo com as amigas, sair pra balada ou pra tomar umas, encarar um ônibus dos chinas e fazer trips-relâmpago. Enfim, pra ir pro País das Maravilhas e rezar pra segunda não chegar tão logo!

Nestes 10 meses que eu passei aqui, fiz muita, mas muita coisa. Dei risada até cair no chão, chorei até ficar com a cara megainchada, me emocionei, esbravejei, vi coisas e lugares que nunca tinha imaginado, melhorei muito o meu inglês, conheci pessoas de países que eu nem lembrava que existiam, construí amizades sinceras... E isso, minha gente, é o que faz TUDO valer a pena. É chato morar no seu ambiente de trabalho e não ter 100% de liberdade? Claro que é. É um porre ter de agüentar birras e manhas de gente que não passa de 1 metro de altura? Ô. É verdade que às vezes a saudade bate tão, mas tão forte, que chega a doer no peito? Lógico.

Mas se alguém me perguntar se vale a pena passar por tudo isso, eu só tenho uma resposta: SIM. Só o crescimento pessoal que eu estou percebendo em mim mesma e nas amigas que conheci aqui já é prova disso! E só isso já é motivo suficiente pra recomendar o programa pra quem quer que seja -- desde que a pessoa tenha vontade de dar a cara pra bater e jogo de cintura, claro. Isso eles não dizem na agência, mas essas são qualidades fundamentais pra quem quiser ser au pair! Fica a dica. ;-)

Bom, depois dessa reflexão toda, o post sobre o último fim de semana vai ficar pra próxima. Volto em breve (prometo!) pra contar como foi o fds em Maryland com a dude Dre. É nóis, Queirox!

Beijocas,

Mari.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Here comes the sun, tchurururu

Receita para melhorar o humor:

* Dias seguidos de sol e um calorzinho gostoso depois de meses de um frio congelante
* Receber um cartãozinho de Valentines Day de uma pessoa pra lá de querida
* Um passeio pela Brooklyn Bridge num dia de sol
* Estar rodeada de pessoas bacanas
* Receber uma boa massagem no ego
* Um fim de semana com muito chocolate, sorvete, bebidinhas e sobremesas gordas
* Planejar a tão desejada viagem de fim de ano

Agora ninguém me tira o sorrisão do rosto. E tenho dito!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Sou só eu, ou mais alguém aí...

... já torrou todo o salário da semana em comida?

... acha o Chris Daughtry suuuuper pegável?

... troca palavras simples como "snack" por "snake" e faz a alegria da garotada com os micos de inglês?

... acha demonstrações exageradas de patriotismo simplesmente o fim?

... mesmo detestando o inverno, trocaria uma trip para a ensolarada e badalada Miami por uma aventura gelada no Alaska?

... já foi pra corte e se sentiu num episódio daqueles 10983 juízes que passam na TV à tarde?

Sou só eu? Então tá, então.